O ARLA 32 é utilizado em veículos a diesel equipados com sistema SCR, tecnologia que auxilia na redução das emissões de óxidos de nitrogênio, conhecidos como NOx.
Para que o sistema funcione adequadamente, a solução precisa apresentar características de composição e pureza compatíveis com os requisitos aplicáveis ao produto.
Por isso, os ensaios para ARLA 32 não verificam apenas a concentração de ureia. A avaliação pode envolver diferentes parâmetros químicos e físicos da solução.
Entre eles estão índice de refração, concentração de ureia, alcalinidade, biureto, aldeídos, insolúveis, fosfato, densidade, identificação da amostra e elementos presentes em baixas concentrações.
No Brasil, o ARLA 32 está inserido em programa de avaliação da conformidade regulamentado pelo Inmetro. Registros ativos do Instituto relacionam o produto à Portaria Inmetro nº 213/2021.
Por que a qualidade do ARLA 32 precisa ser controlada?
O ARLA 32 é uma solução aquosa composta por ureia automotiva e água desmineralizada. Segundo o Ibama, o número 32 faz referência à concentração aproximada de 32,5% de ureia exigida para o produto. Entretanto, a concentração de ureia, isoladamente, não representa todos os aspectos da qualidade da solução.
Alterações na composição, presença de contaminantes ou materiais que não deveriam estar presentes podem comprometer as características esperadas para a aplicação do produto.
Por esse motivo, a avaliação laboratorial considera diferentes parâmetros, conforme o produto, a finalidade da análise e os requisitos aplicáveis. A série ISO 22241 apresenta referências relacionadas às características e aos métodos de avaliação do agente redutor utilizado em sistemas SCR.
O que é avaliado nos ensaios para ARLA 32?
O conjunto de análises pode variar conforme a finalidade do trabalho. Entre os principais parâmetros contemplados no escopo acreditado do NTD estão:
- índice de refração;
- concentração de ureia;
- alcalinidade;
- biureto;
- aldeídos;
- materiais insolúveis;
- fosfato;
- elementos presentes em baixas concentrações;
- densidade;
- identificação qualitativa da amostra.
Cada ensaio avalia uma característica diferente da solução. Por isso, não existe uma única medição capaz de responder a todas as perguntas sobre a qualidade do ARLA 32.
Por que a concentração de ureia é analisada?
A concentração de ureia é um dos principais parâmetros do ARLA 32 porque está diretamente relacionada à composição da solução.
No escopo do NTD, a concentração pode ser determinada a partir do índice de refração, uma propriedade óptica da amostra. Essa avaliação ajuda a verificar se a proporção entre ureia e água está compatível com o produto.
O índice de refração é útil para esse acompanhamento, mas não substitui as demais análises quando é necessário avaliar outros aspectos da composição e da pureza da solução.
Por que são analisadas alcalinidade e biureto?
A alcalinidade é outro parâmetro previsto para avaliação do ARLA 32. Ela está relacionada às características químicas da solução e permite verificar se esse aspecto permanece dentro da faixa correspondente ao produto.
O escopo acreditado do NTD inclui a determinação de alcalinidade conforme a ABNT NBR ISO 22241-2.
Já o biureto é uma substância relacionada à ureia que também precisa ser controlada. Sua concentração é determinada por método específico e ajuda a avaliar a qualidade da solução utilizada na fabricação do ARLA 32.
No escopo atual do NTD, essa análise é realizada por espectrofotometria UV/VIS, segundo a ABNT NBR ISO 22241-2:2024.
Assim, mesmo que a concentração total de ureia esteja adequada, outros parâmetros ainda precisam ser verificados para caracterizar corretamente a amostra.
Aldeídos, insolúveis e fosfato também são avaliados?
Sim. A avaliação de aldeídos verifica a presença e a concentração dessas substâncias na solução.
Os materiais insolúveis correspondem a partículas ou resíduos que não permanecem dissolvidos adequadamente. Já o fosfato é outro parâmetro relacionado à composição e à pureza do ARLA 32.
Essas análises são importantes porque uma solução pode apresentar concentração de ureia adequada e, ainda assim, conter outros componentes que precisam ser controlados.
Por que são pesquisados elementos em pequenas concentrações?
O ARLA 32 também pode ser avaliado quanto à presença de determinados elementos em concentrações muito baixas.
Entre os elementos contemplados no escopo do NTD estão, por exemplo, alumínio, cálcio, cromo, cobre, zinco, ferro, potássio, níquel, magnésio, sódio e fósforo.
A análise desses elementos ajuda a identificar possíveis impurezas relacionadas às matérias-primas, aos equipamentos de produção, aos recipientes ou às condições de armazenamento e transporte.
Essa avaliação é especialmente relevante quando o objetivo é investigar desvios de qualidade, comparar lotes ou verificar possíveis fontes de contaminação.
A densidade do ARLA 32 também pode ser determinada?
A densidade é uma propriedade física que relaciona a massa e o volume da solução. Sua determinação pode complementar outras análises e fornecer informações adicionais sobre as características da amostra.
A densidade está contemplada no escopo acreditado do NTD para ARLA 32, conforme o método e as condições indicados no documento de escopo.
A aplicação desse ensaio deve ser definida considerando a finalidade do trabalho e os parâmetros que serão avaliados em conjunto.
O que significa a identificação qualitativa por FTIR?
A identificação qualitativa por FTIR é uma análise que auxilia na verificação da identidade química da amostra.
De forma simples, o equipamento registra uma espécie de “assinatura” da solução e o resultado pode ser comparado com referências conhecidas.
Esse ensaio pode ser útil em situações de investigação, comparação entre amostras ou confirmação da identidade do material recebido.
A identificação por FTIR não substitui automaticamente as demais análises. Ela responde a uma pergunta diferente: a amostra apresenta características compatíveis com a identidade esperada?
O índice de refração sozinho é suficiente?
Não, quando o objetivo é avaliar o conjunto de parâmetros de qualidade do ARLA 32.
O índice de refração pode ser utilizado para determinar ou acompanhar a concentração de ureia, mas não informa, sozinho, a presença de biureto, aldeídos, fosfato, insolúveis, elementos em baixa concentração, densidade ou identidade da amostra.
Por isso, fabricantes e importadores devem definir previamente quais informações precisam ser obtidas com a análise.
A escolha dos ensaios depende da finalidade do trabalho, das características do produto e dos requisitos aplicáveis.
Os ensaios são importantes apenas para a certificação?
Não. Os resultados laboratoriais podem ser utilizados em processos de avaliação da conformidade, mas também são úteis para o controle da qualidade e o acompanhamento da produção.
As análises podem ajudar a:
- verificar diferenças entre lotes;
- avaliar matérias-primas;
- investigar possíveis contaminações;
- acompanhar alterações no processo produtivo;
- comparar amostras de fornecedores diferentes;
- verificar características de um produto recebido ou comercializado.
Quando os ensaios fazem parte de um processo de certificação, devem ser observadas as regras do programa aplicável e as orientações do organismo responsável.
O laboratório realiza os ensaios e emite os relatórios correspondentes. A certificação, quando aplicável, é conduzida pelo organismo responsável pelo processo.
Por que a coleta e o armazenamento da amostra merecem atenção?
O ARLA 32 é uma solução química e pode ser afetado por contaminações introduzidas durante a coleta, transferência ou armazenamento.
Por isso, é importante utilizar recipientes adequados, identificar corretamente a amostra e fornecer informações como lote, fabricante, origem, condição de fornecimento e finalidade da análise.
A ISO 22241-3 também apresenta recomendações relacionadas ao manuseio, transporte e armazenamento do ARLA 32.
Antes do envio, o laboratório pode orientar sobre a quantidade necessária, as condições de recebimento e as informações que devem acompanhar a amostra.
Qual é o papel do NTD nos ensaios para ARLA 32?
O NTD possui acreditação CRL 1096 e inclui o ARLA 32 em seu escopo acreditado de ensaios químicos.
O escopo atual, emitido em 21 de maio de 2026, contempla atividades como determinação do índice de refração, concentração de ureia, alcalinidade, biureto, aldeídos, insolúveis, fosfato, densidade, identificação qualitativa por FTIR e determinação de elementos presentes em baixas concentrações.
Os métodos estão relacionados às referências indicadas no escopo, incluindo a ABNT NBR ISO 22241-2:2011 e 2024.
A acreditação se refere às atividades expressamente relacionadas no documento de escopo. O laboratório executa os ensaios e emite os respectivos relatórios técnicos, que podem ser utilizados para controle da qualidade ou como evidências em processos de avaliação da conformidade, conforme a finalidade do cliente.
Para verificar quais parâmetros são aplicáveis à sua amostra, entre em contato com a equipe técnica do NTD.
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Perguntas frequentes
Quais análises são realizadas no ARLA 32?
Entre as análises contempladas no escopo acreditado do NTD estão índice de refração, concentração de ureia, alcalinidade, biureto, aldeídos, insolúveis, fosfato, densidade, identificação qualitativa por FTIR e determinação de elementos em baixas concentrações.
Qual é a concentração de ureia do ARLA 32?
O ARLA 32 é caracterizado como uma solução aquosa com aproximadamente 32,5% de ureia automotiva, conforme referências do Ibama e do programa de avaliação da conformidade aplicável.
O refratômetro confirma sozinho a qualidade do ARLA 32?
Não, quando o objetivo é avaliar o conjunto de parâmetros de qualidade do ARLA 32. O refratômetro pode ser utilizado para determinar o índice de refração e estimar a concentração de ureia, mas não substitui análises como biureto, aldeídos, fosfato, insolúveis, densidade, FTIR ou determinação de elementos.
O ARLA 32 precisa passar por avaliação da conformidade?
O produto está inserido em programa de avaliação da conformidade regulamentado pelo Inmetro, associado à Portaria nº 213/2021. Os requisitos e as evidências necessárias devem ser verificados conforme a finalidade do processo.
O NTD realiza ensaios para ARLA 32?
Sim. O ARLA 32 integra o escopo acreditado CRL 1096 do NTD para diferentes análises químicas e físicas, conforme os métodos e referências indicados no documento de escopo.
