Uma chupeta parece um produto simples, mas sua avaliação técnica envolve diferentes aspectos. Como permanece em contato direto com a boca da criança, é necessário verificar não apenas sua construção física, mas também os materiais utilizados e determinadas características químicas.
Por isso, antes da certificação, a chupeta pode passar por ensaios que avaliam propriedades físicas, migração de substâncias, metais, ftalatos, determinados compostos químicos, além de marcação, rotulagem e embalagem.
No Brasil, chupetas estão inseridas no sistema de avaliação da conformidade e também sujeitas a requisitos sanitários específicos. A regulamentação sanitária atual está consolidada na RDC Anvisa nº 908/2024, que trata dos requisitos para bicos, chupetas e mamadeiras.
No caso do NTD, o escopo acreditado CRL 1096 contempla diferentes ensaios químicos e mecânicos aplicáveis a chupetas conforme a ABNT NBR 10334 e demais referências associadas.
Por que uma chupeta precisa passar por ensaios?
Durante o uso, a chupeta é submetida a sucção, tração, contato prolongado com saliva, higienização e outras condições próprias de um produto infantil.
Além disso, ela pode ser formada por materiais diferentes, como componentes elastoméricos, plásticos, pigmentos, revestimentos ou acabamentos.
Por esse motivo, a avaliação precisa responder a duas perguntas principais: o produto mantém características físicas adequadas durante o uso? e os materiais atendem aos requisitos químicos aplicáveis?
É justamente essa combinação que explica por que a campanha de ensaios não se resume a um único teste de resistência.
O que é avaliado nas propriedades físicas?
Os ensaios físicos procuram verificar características relacionadas à construção e à integridade da chupeta.
No escopo acreditado do NTD está incluída a verificação das propriedades físicas conforme a ABNT NBR 10334, além da avaliação de marcação, rotulagem e embalagem.
Essas verificações são importantes porque componentes da chupeta precisam permanecer adequadamente montados e apresentar características compatíveis com a utilização prevista.
A avaliação não procura apenas descobrir se o produto “quebra”. Dependendo do requisito, pode ser necessário observar dimensões, integridade dos componentes, resistência e outras características físicas estabelecidas pelo método.
Por isso, os critérios devem sempre ser interpretados de acordo com a norma aplicável.
Por que a composição química também é avaliada?
A chupeta fica em contato direto e repetido com a boca. Isso torna relevante avaliar se determinadas substâncias presentes nos materiais podem ser transferidas ou se estão presentes acima dos limites aplicáveis.
O escopo do NTD contempla, por exemplo, migração total, migração de metais, determinação de ftalatos, peróxidos e ditiocarbamatos, tiuramas e xantogenatos, além da análise de metais em determinados revestimentos.
Esses ensaios respondem a questões diferentes.
Alguns avaliam a quantidade de substâncias presentes no próprio material. Outros investigam aquilo que pode ser transferido da chupeta nas condições estabelecidas pelo método.
Por isso, não se deve interpretar todos os ensaios químicos como se fossem uma única análise de “toxicidade”.
O que é avaliado no ensaio de migração total?
A migração total procura determinar a quantidade global de componentes que podem ser transferidos do material para o meio de ensaio nas condições previstas.
No escopo do NTD, o ensaio está contemplado para chupetas segundo a ABNT NBR 10334.
Esse tipo de avaliação é importante porque o contato da chupeta com a boca não envolve apenas a composição inicial do material, mas também seu comportamento durante o uso.
O resultado da migração total não identifica necessariamente cada substância separadamente. Ele representa uma avaliação global da quantidade transferida conforme o método.
E a migração de metais?
Outro grupo de análises está relacionado à migração de determinados elementos.
No escopo acreditado do NTD, a avaliação contempla elementos como arsênio, bário, cádmio, cromo, mercúrio, chumbo, antimônio e selênio, determinados por espectrometria com plasma indutivamente acoplado.
O objetivo não é simplesmente verificar se esses elementos existem em algum nível no material, mas avaliar sua presença nas condições previstas pela referência técnica correspondente.
Essa distinção é importante porque composição e migração não são a mesma coisa.
Ftalatos também podem ser analisados em chupetas?
Sim.
O escopo do NTD contempla a determinação de ftalatos por cromatografia gasosa em chupetas. Entre os compostos relacionados estão DBP, BBP, DEHP, DNOP, DINP e DIDP.
Os ftalatos são uma família de substâncias utilizadas em determinadas aplicações industriais, inclusive como plastificantes em alguns materiais.
A análise verifica sua concentração conforme os requisitos técnicos aplicáveis ao produto.
Isso não significa que qualquer produto plástico contenha ftalatos. A necessidade e a interpretação do ensaio dependem da composição da amostra e da referência correspondente.
Por que peróxidos e ditiocarbamatos são avaliados?
Componentes elastoméricos podem utilizar diferentes substâncias durante sua fabricação.
Por isso, a ABNT NBR 10334 contempla verificações específicas relacionadas a peróxidos e a ditiocarbamatos, tiuramas e xantogenatos, ensaios que também integram o escopo acreditado do NTD.
Essas avaliações estão relacionadas às características químicas dos materiais empregados na chupeta.
Elas mostram por que conhecer corretamente a matéria-prima é essencial antes da definição da campanha de ensaios.
Uma alteração de formulação pode modificar quais análises são aplicáveis ou tornar resultados anteriores não representativos da nova versão do produto.
Tintas, vernizes e acabamentos também entram na avaliação?
Podem entrar quando presentes no produto.
O escopo do NTD contempla a determinação de metais pesados em revestimentos de tintas, vernizes ou acabamentos similares utilizados em chupetas, conforme a ABNT NBR 10334.
Isso é particularmente relevante em produtos que possuem elementos decorativos, superfícies coloridas ou acabamentos distintos.
Uma mudança aparentemente apenas estética pode, portanto, ter implicações técnicas quando altera materiais ou revestimentos.
Rotulagem e embalagem também são verificadas?
Sim.
A avaliação da chupeta não termina nos ensaios físicos e químicos.
O escopo do NTD contempla a verificação de marcação, rotulagem e embalagem segundo a ABNT NBR 10334.
Além disso, existem requisitos legais específicos para a comunicação desses produtos. A Lei nº 11.265/2006, por exemplo, estabelece restrições e exigências relacionadas às embalagens e rótulos de mamadeiras, bicos e chupetas.
Essas informações são relevantes porque instruções e advertências fazem parte do uso adequado do produto.
Todas as chupetas passam exatamente pelos mesmos ensaios?
Não necessariamente.
A campanha depende dos materiais, da construção, das cores, dos revestimentos e demais características da chupeta.
Um produto fabricado integralmente com determinado material pode ter necessidades diferentes de outro que reúne componentes plásticos, elastoméricos e partes pintadas.
Por isso, antes do início dos ensaios, é importante identificar corretamente a configuração do modelo.
Quando a avaliação integra um processo de certificação, também devem ser consideradas as orientações do organismo responsável, incluindo definição da família, amostragem e critérios aplicáveis.
Alterar a matéria-prima pode exigir novos ensaios?
Pode.
Mudanças na formulação do bico, no material do escudo, nos pigmentos, nos revestimentos ou no fornecedor da matéria-prima podem alterar características físicas ou químicas.
Por isso, um relatório emitido para determinada configuração não deve ser automaticamente considerado válido para qualquer versão posterior.
Quando existe uma alteração relevante, é necessário verificar se os resultados anteriores continuam representativos ou se a nova configuração precisa passar por ensaios complementares.
O laboratório certifica a chupeta?
Não.
O laboratório realiza os ensaios e emite os relatórios com os resultados obtidos nas amostras.
Quando esses ensaios fazem parte de um processo de certificação, os relatórios são utilizados como evidências técnicas pelo organismo responsável pela avaliação da conformidade.
Essa distinção é importante: um resultado satisfatório em laboratório não significa, isoladamente, que o produto já esteja certificado.
A certificação considera o conjunto das etapas previstas no programa aplicável.
Qual é o papel do NTD?
O NTD possui acreditação CRL 1096 e contempla diferentes ensaios aplicáveis a chupetas em seu escopo.
Entre as atividades estão propriedades físicas, migração total, migração de metais, ftalatos, peróxidos, ditiocarbamatos, tiuramas e xantogenatos, avaliação de determinados revestimentos e verificação de marcação, rotulagem e embalagem.
A acreditação se aplica especificamente às atividades relacionadas no escopo do laboratório.
O NTD realiza os ensaios e emite os relatórios técnicos que podem integrar o processo de avaliação da conformidade do produto.
Perguntas frequentes
Quais ensaios são realizados em chupetas?
Dependendo da configuração, podem ser avaliadas propriedades físicas, migração total, migração de metais, ftalatos, determinados compostos químicos e requisitos de marcação, rotulagem e embalagem.
Chupetas passam por ensaios químicos?
Sim. A avaliação pode incluir diferentes análises relacionadas aos materiais e às substâncias previstas nas referências técnicas aplicáveis.
Toda chupeta precisa realizar exatamente os mesmos ensaios?
Não necessariamente. Os materiais, revestimentos, pigmentos e construção do produto influenciam a campanha aplicável.
Um relatório de ensaio significa que a chupeta está certificada?
Não. O relatório é uma evidência técnica dentro do processo. A certificação envolve outras etapas e uma decisão do organismo responsável.
O NTD realiza ensaios em chupetas?
Sim. O escopo acreditado CRL 1096 contempla diferentes ensaios químicos e físicos para chupetas conforme a ABNT NBR 10334.
NTD Laboratório
O NTD realiza ensaios em chupetas conforme as atividades incluídas em seu escopo acreditado pela ABNT NBR ISO/IEC 17025.
Para verificar quais avaliações se aplicam ao seu produto e as condições necessárias para envio das amostras:
Telefone: +55 (11) 93938-4015
E-mail: [email protected]
