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Como funciona um ensaio de corrosão por névoa salina?

Ensaio de corrosão por névoa salina em amostras metálicas.

Como funciona um ensaio de corrosão por névoa salina?

A corrosão pode comprometer a aparência, o funcionamento e até a resistência de um produto metálico. Por isso, em determinadas aplicações, é necessário avaliar como o material ou o revestimento se comporta quando exposto a uma atmosfera agressiva e controlada. É justamente essa a finalidade do ensaio de corrosão por névoa salina. Nesse ensaio, a […]

A corrosão pode comprometer a aparência, o funcionamento e até a resistência de um produto metálico. Por isso, em determinadas aplicações, é necessário avaliar como o material ou o revestimento se comporta quando exposto a uma atmosfera agressiva e controlada.

É justamente essa a finalidade do ensaio de corrosão por névoa salina.

Nesse ensaio, a amostra é colocada dentro de uma câmara específica, onde fica exposta a uma névoa formada a partir de solução salina. O objetivo é criar uma condição padronizada de exposição e verificar como o produto responde ao ambiente corrosivo ao longo do período determinado pelo método aplicável.

O ensaio não significa simplesmente “molhar a peça com água salgada”. Temperatura, concentração da solução, posição da amostra, tempo de exposição e demais condições precisam seguir uma referência técnica definida.

O que é o ensaio de névoa salina?

O ensaio de névoa salina é utilizado para avaliar a resistência à corrosão de materiais metálicos revestidos ou não revestidos.

No escopo acreditado do NTD, essa atividade está contemplada para materiais metálicos conforme referências como a ABNT NBR 8094:1983 e a ABNT NBR 17088:2023, dentro das condições indicadas no próprio escopo.

A ABNT NBR 8094 é citada pelo Inmetro como método para determinação da resistência à corrosão por exposição à névoa salina.

Na prática, o ensaio permite observar se surgem sinais de corrosão e como eles afetam o desempenho ou o atendimento aos critérios estabelecidos para aquele produto.

Como o ensaio é realizado?

A amostra é preparada e posicionada dentro de uma câmara de névoa salina.

Nesse ambiente, uma solução salina é transformada em uma névoa fina e distribuída de maneira controlada. A peça permanece exposta durante o período previsto pela norma, regulamento ou especificação utilizada.

Ao longo do ensaio, as condições da câmara precisam permanecer dentro dos parâmetros definidos pelo método.

Depois da exposição, a amostra é retirada e avaliada conforme os critérios aplicáveis. Dependendo do produto, a análise pode considerar a presença de pontos de corrosão, alterações no revestimento ou efeitos que possam comprometer sua utilização.

O ponto importante é que o tempo de exposição e o critério de aprovação não são universais. Eles dependem do produto e da referência técnica utilizada.

O que o ensaio procura avaliar?

O objetivo principal é verificar como o material ou a proteção superficial reage a um ambiente corrosivo padronizado.

Isso pode ajudar a identificar falhas ou fragilidades em superfícies metálicas, revestimentos e componentes antes que essas condições apareçam no uso real.

O ensaio pode ser relevante, por exemplo, para avaliar se um revestimento oferece proteção adequada ao metal ou se determinados componentes mantêm suas características após a exposição.

No entanto, é importante interpretar o resultado dentro do método aplicado. O ensaio de névoa salina não reproduz exatamente todas as condições encontradas no ambiente natural e não deve ser utilizado isoladamente para prever, de forma direta, quantos anos um produto resistirá em uso real.

Quais produtos podem passar pelo ensaio de névoa salina?

A aplicação depende da norma ou do regulamento relacionado ao produto.

No escopo do NTD, o ensaio aparece associado não apenas a materiais metálicos de forma geral, mas também a panelas de pressão, utensílios domésticos metálicos para forno e fogão e sistemas de cabos, alças, poméis e fixações.

Esse exemplo mostra que o ensaio pode fazer parte de uma avaliação mais ampla do produto.

Nas panelas metálicas regulamentadas pelo Inmetro, por exemplo, a Portaria nº 499/2021 prevê o ensaio de névoa salina para determinadas partes ferrosas. Para os utensílios de forno e fogão, o corpo e a tampa aplicáveis são expostos em câmara conforme a ABNT NBR 8094.

Como funciona a névoa salina no caso de panelas metálicas?

A regulamentação de panelas fornece um bom exemplo prático de como um mesmo ensaio precisa ser interpretado conforme o produto.

Para utensílios metálicos de forno e fogão, a Portaria Inmetro nº 499/2021 determina que o utensílio seja colocado aberto na câmara de corrosão por névoa salina, em inclinação de 45 ± 5°, durante 24 horas, seguindo a ABNT NBR 8094 e os demais critérios aplicáveis.

Nesse caso específico, a ocorrência de alguns pontos vermelhos não significa automaticamente reprovação. O critério considera se o utensílio mantém sua usabilidade e se a corrosão não compromete sua resistência mecânica. A norma também determina que o ensaio se aplique aos componentes, corpos e tampas ferrosos, incluindo aço inoxidável, com exclusão dos utensílios de ferro fundido.

Para panelas de pressão, também há condições próprias. A amostra é exposta pelo período de 24 horas e, ao final da sequência aplicável, as válvulas de segurança metálicas não devem apresentar pontos de corrosão.

Isso demonstra por que o resultado de um ensaio de névoa salina não pode ser interpretado sem conhecer a referência técnica utilizada.

Névoa salina significa que o produto nunca vai corroer?

Não. O ensaio não tem como objetivo provar que um material será imune à corrosão durante toda sua vida útil. Ele oferece uma forma padronizada de comparar o comportamento da amostra com requisitos definidos.

A corrosão em condições reais pode ser influenciada por fatores como umidade, temperatura, presença de agentes químicos, manutenção, espessura e tipo de revestimento, exposição externa e condições de armazenamento.

Por isso, o resultado deve ser interpretado dentro do contexto técnico do ensaio.

Por que o preparo e a condição da amostra são importantes?

A avaliação da corrosão depende diretamente da superfície analisada. Defeitos no revestimento, riscos, processos de fabricação, tratamento superficial e até diferenças entre materiais podem alterar o comportamento da peça.

Por isso, a identificação correta da amostra e a definição do método aplicável são etapas importantes antes do início do ensaio.

Além disso, uma alteração no material ou no tratamento superficial pode tornar um resultado anterior não representativo da nova versão do produto.

Qual é o papel do laboratório?

O laboratório executa o ensaio nas condições previstas pela referência técnica e registra os resultados obtidos.

Quando a névoa salina faz parte de um processo de certificação ou de avaliação da conformidade, o relatório pode ser utilizado como uma das evidências técnicas analisadas pelo organismo responsável.

O NTD possui acreditação CRL 1096 para o ensaio de corrosão por névoa salina em diferentes produtos e materiais contemplados em seu escopo, incluindo materiais metálicos, panelas e componentes de utensílios domésticos.

A acreditação conforme a ABNT NBR ISO/IEC 17025 se aplica às atividades especificamente relacionadas no escopo do laboratório.

Perguntas frequentes

Para que serve o ensaio de névoa salina?

Ele é utilizado para avaliar a resistência à corrosão de materiais metálicos e revestimentos em condições controladas.

Quanto tempo dura um ensaio de névoa salina?

Não existe um tempo único. A duração depende da norma, do produto e do requisito aplicável. Em panelas metálicas abrangidas pela Portaria Inmetro nº 499/2021, por exemplo, há situações em que a exposição prevista é de 24 horas.

Qualquer sinal de corrosão reprova o produto?

Não necessariamente. O critério depende da referência técnica. Em determinados utensílios metálicos, a regulamentação admite pontos de corrosão desde que não prejudiquem a usabilidade ou a resistência mecânica.

O ensaio simula exatamente a vida útil do produto?

Não. Ele cria uma condição padronizada de exposição para avaliar e comparar o comportamento da amostra. Não deve ser convertido diretamente em anos de vida útil.

NTD Laboratório

O NTD realiza ensaios de corrosão por névoa salina conforme as atividades incluídas em seu escopo acreditado pela ABNT NBR ISO/IEC 17025.

Para verificar a aplicação do ensaio ao seu produto e as condições necessárias para o envio das amostras, entre em contato com a equipe técnica:

Telefone: +55 (11) 93938-4015
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